Projeto Bengala e+
Solucionar a queda da bengala para evitar a dificuldade do usuário idoso ao juntá-la do chão é a ideia principal deste projeto. Pretende-se ainda reduzir o estigma que o produto carrega diante de seu público.
Para contribuir com a redução do número de quedas dos idosos, pelo menos entre os que já utilizam bengalas, uma das alternativas é a proposta de um equipamento com a função self-balancing, que dá liberdade para que o usuário execute outras tarefas e mantenha o aparelho por perto. Outro ponto abordado é a imagem negativa que o produto traz. Donald Norman (2008) afirma que “objetos atraentes funcionam melhor”, porque dessa forma usuário se sente recompensado e menos propenso – ou mais tolerante – ao erro – corrigindo, se necessário, a forma de uso e gerando uma relação de afeto.
Metodologia de Design
A metodologia utilizada é o modelo Double Diamond, desenvolvido pelo Design Council da Inglaterra para ilustrar o processo do design. Os dois diamantes e seus quadrantes, segundo o próprio Design Council (2005), “mapeiam os estágios divergentes e convergentes do processo de design, mostrando os diferentes modos de pensar do designer”.
Conceituação
A proposta conceitual foi definida como equilíbrio+. Este conceito surge baseado na fase de pesquisa e com a análise das informações da primeira fase do projeto. Ferramentas como a pesquisa imagética, a análise morfológica e o shadowing, utilizadas durante o processo, expuseram o caminho.
Geração de alternativas
Definido o conceito, foram geradas alternativas que transmitissem clareza quanto à função – affordance. Na imagem a seguir há uma série de alternativas geradas para propor um modelo.
O produto
Modelagem 3D do produto final.
Dimensões, base e ajuste de altura
As dimensões da bengala são: 75cm de altura (sem peças extras), 16cm de largura e 3 de profundidade – podendo chegar a 105cm de altura com os acessórios. O peso do conjunto é de cerca de 450g na configuração básica.
Modelagem avançada
Algumas peças da proposta de produto, como as pegas, foram trabalhadas em clay. Já o sistema da base foi produzido em ABS através da impressão 3D, como visto na imagem a seguir. O modelo avançado do produto foi executado em madeira.
Kit de peças da bengala e+
A embalagem do produto contém o corpo da bengala, pega ergonômica, seis vértebras de 1'' e quatro de 4'', o objeto atenderá pessoas de 1,50m a 2m de altura.
Aplicações Futuras
É possível, para continuidade do projeto, aplicar micro-controladores e sensores como acelerômetro e giroscópio para fazer com o que o objeto permaneça em pé mesmo quando sob força externa, no chamado pêndulo invertido. A seguir, um modelo de teste de um self-balancing robot, desenvolvido com Arduino apenas para ilustrar a função de auto-equilíbrio – no caso da bengala, nao haveria rodas e as peças seriam reprojetadas.
Referências
DESIGN COUNCIL. Eleven lessons: managing design in eleven global brands – A study of the design process. Disponível em: www.designcouncil.org.uk 
NORMAN, Donald A. Design emocional. Por que adoramos (ou detestamos) os objetos do dia a dia. Rio de Janeiro: Rocco, 2008.
​​​​​​​RUBENSTEIN, Laurence Z. Falls in older people: epidemiology, risk factors and strategies for prevention. Age and Ageing, vol. 35 S2, p. ii37-ii41, 2006. 
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